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Mercado aguarda insights de Powell sobre a relação entre a política do Fed e dados de emprego; confira a agenda do dia

Jerome Powell Fed Mercado
Imagem: Divulgação/Fed

Bom dia, pessoal. Nesta quarta-feira (3), o foco está voltado para Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que discutirá as perspectivas econômicas. Espera-se que ele ofereça insights sobre a relação entre a política do Fed e os recentes dados sobre emprego, embora seja provável que seus comentários se alinhem às expectativas de três reduções nas taxas de juros ao longo do ano, ecoando as falas de outros membros do Fed.

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Há uma preocupação latente de que, se os cortes de juros não começarem entre junho e julho, poderão ser postergados para após as eleições, no próximo ano. Além disso, a atenção se volta para a inflação de março na Zona Euro.

Outro ponto de interesse é o relatório ADP sobre o emprego no setor privado dos EUA de março.

Paralelamente, os mercados da Ásia e do Pacífico apresentaram queda, influenciados por uma noite desfavorável em Wall Street, com destaque para a queda nas ações de fabricantes de veículos elétricos, como Tesla, BYD, Nio e Li Auto, devido a preocupações com a demanda.

A situação foi exacerbada por um terremoto de magnitude 7,5 na Escala de Richter em Taiwan, gerando alertas de tsunami de até 3 metros para Okinawa, no Japão, e contribuindo para o clima negativo que também afeta o desempenho das commodities.

A ver…

· 00:51 — Complicações políticas

Na terça-feira, o Ibovespa registrou uma alta de 0,44%, atingindo 127.548 pontos, descolando-se dos índices de Nova York, que encerraram o dia em queda. O desempenho positivo da bolsa brasileira foi impulsionado pelo bom momento das commodities, beneficiando principalmente as ações da Petrobras e da Vale. Por outro lado, o dólar teve uma leve retração de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,05, após ação do Banco Central.

Um ponto de atenção foi a queda das ações da Enauta, após a divulgação de uma proposta de fusão com a 3R Petroleum.

Para o dia de hoje, os holofotes se voltam para os dados de produção industrial de fevereiro e a presença de Campos Neto em um evento organizado pelo Bradesco BBI.

O clima entre os investidores está tenso, principalmente devido às preocupações com o cenário fiscal doméstico.

A proposta de desoneração da folha de pagamento para os municípios surge como mais um potencial ponto de atrito entre o governo e o Congresso.

No âmbito governamental, intensifica-se a pressão sobre a liderança da Petrobras, com rumores sobre possíveis substitutos para Prates, incluindo Bruno Moretti, atual Secretário Especial de Análise Governamental da Presidência da República, e Magda Chambriard, ex-presidente da ANP.

O presidente Lula recentemente criticou as privatizações e a venda de ativos promovidas pela gestão anterior, além de defender a indústria naval brasileira, sugerindo um novo ciclo de investimentos nesta área, apesar das históricas dificuldades de sucesso.

Enquanto isso, o mercado se debruça sobre as contas fiscais e a trajetória da política monetária, com as taxas de juros apresentando alta pelo quinto dia consecutivo e o juro real longo se aproximando dos 6%, evidenciando o crescente estresse no ambiente econômico.

Voltamos a falar em ciclo de corte de juros em duas etapas, sendo a primeira até 9,5%, neste ano, e a segunda para além disso, no ano que vem. Algo que depende do ciclo de juros lá fora, claro.

· 01:43 — O mercado está bem forte ainda

Na última semana, que marcou o encerramento do primeiro trimestre, o Dow Jones Industrial Average flertou com a possibilidade de cruzar a marca dos 40 mil pontos pela primeira vez na história.

Entretanto, este objetivo parece agora mais distante, após o índice ter recuado significativamente em dois dias de negociação consecutivos, impactado pela apreensão em torno dos recentes dados de emprego nos Estados Unidos.

Este cenário de aversão ao risco não se limitou apenas ao Dow Jones, afetando igualmente o S&P 500 e o Nasdaq, que também passaram por um período de realização de lucros.

Paralelo a isso, um renovado vigor da economia americana impulsionou os juros dos títulos de 10 anos para 4,363%, o nível mais elevado desde o final de novembro, apesar de as vagas de emprego em fevereiro terem se mantido praticamente estáveis em comparação ao mês anterior (a leitura acabou sinalizando uma procura de trabalho persistente em patamares elevados).

Além disso, esse aumento nos rendimentos segue a divulgação do índice de preços de despesas de consumo pessoal da última sexta-feira, que permaneceu elevado, além de um relatório do Institute for Supply Management indicando que o setor manufatureiro retornou à fase de expansão pela primeira vez desde setembro de 2022.

Estes dados reacenderam as preocupações com a pressão inflacionária. Recentemente, dois membros do Federal Reserve expressaram a expectativa de que a instituição possa realizar até três reduções nas taxas de juro em 2024, ainda que não demonstrem urgência para iniciar esse processo de afrouxamento monetário.

Há uma preocupação latente de que um atraso prolongado na redução dos juros possa inviabilizar cortes ainda neste ano.

Na agenda do dia, aguarda-se com expectativa o relatório ADP sobre empregos no setor privado e o PMI de Serviços referente ao mês de março, cujos resultados acima do esperado poderiam ser mal recebidos pelo mercado.

· 02:37 — O rali do ouro

O ouro alcançou novos patamares ontem, marcando sua sexta sessão consecutiva de ganhos e atingindo um novo recorde de preço.

Esse avanço foi impulsionado pela desvalorização do dólar em relação a outras moedas e pela redução dos juros dos títulos do Tesouro de curto prazo, mesmo diante da elevação dos juros para os prazos mais longos.

O contrato de junho do ouro fechou com um aumento de 1,09%, estabelecendo-se a US$ 2.281,8 por onça-troy.

Contribuiu para essa valorização a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente após o ataque israelense a uma representação iraniana na Síria, o que estimulou a procura pelo ouro como um refúgio seguro.

Observa-se também uma demanda constante pelo metal por parte dos bancos centrais da China e da Índia.

Retrospectivamente, o ouro exibiu um desempenho superior ao do S&P 500 desde o início das elevações das taxas de juro pelo Federal Reserve.

A partir do começo de 2022, o ouro valorizou cerca de 20%, enquanto o S&P 500 registrou um acréscimo de 14% no mesmo intervalo.

Este momento representa a mais favorável fase para o ouro em oito anos, com base na expectativa amplamente difundida de que o Federal Reserve começará a reduzir as taxas de juro já em junho, potencializando o apelo do ouro como uma opção de investimento.

No entanto, caso os juros não sofram cortes conforme antecipado, o ouro poderá enfrentar um cenário adverso.

· 03:25 — E o petróleo flerta com os US$ 90 por barril

Os preços do petróleo registraram outra sessão de avanços, com o WTI ultrapassando a marca de US$ 85 pela primeira vez desde outubro último, enquanto o Brent se aproximou dos US$ 90 por barril.

Contribuíram para essa elevação a depreciação do dólar, que geralmente favorece as commodities, e a antecipação de que a Opep+ provavelmente manterá seus cortes na oferta durante a próxima reunião.

A Pemex, empresa estatal mexicana, anunciou planos de reduzir suas exportações de petróleo com o objetivo de suprir a demanda interna e possivelmente diminuir os custos dos derivados de petróleo no mercado local, visando as eleições de 2 de junho.

Ademais, o aumento das tensões geopolíticas, especialmente após o ataque de Israel a uma instalação iraniana na Síria, adicionou um prêmio de risco aos preços do barril.

O presidente dos EUA, Joe Biden, expressou críticas mais duras à conduta de Israel nos últimos meses, destacando a insuficiência de esforços para proteger civis, em um contexto onde Israel intensificou suas ações militares contra o Hamas em Gaza.

Este cenário contribui para elevar as tensões na região. Paralelamente, sinais de melhoria nos indicadores econômicos da China aumentam as expectativas de recuperação da demanda do maior importador mundial de petróleo bruto.

· 04:14 — E a relação entre os dois gigantes?

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da China, Xi Jinping, engajaram-se em uma conversa telefônica direta pela primeira vez desde seu encontro na Califórnia em novembro do ano passado.

Durante a conversa, os dois líderes esforçaram-se para manter um semblante de cordialidade diplomática, a despeito das desconfianças marcantes que persistem entre as duas nações, em um cenário onde ambas as partes continuam a implementar controles de exportação, sanções e imposições tarifárias.

Buscaram, ainda, encontrar pontos de consenso em temas cruciais como os desafios trazidos pela inteligência artificial e a luta contra o narcotráfico, especialmente em relação ao fentanil, além de abordarem o tema do desinvestimento na empresa TikTok, com Biden expressando suas inquietações quanto à propriedade chinesa do aplicativo.

Por outro lado, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, tem uma visita marcada à China esta semana, a segunda em menos de um ano, com a intenção de dialogar sobre preocupações relacionadas ao excesso de capacidade produtiva chinesa e seus impactos negativos para a economia global. Yellen irá a Guangzhou, um núcleo comercial e industrial no sul da China, prosseguindo para Pequim para mais discussões.

Essa troca de palavras ocorreu pouco antes de Taiwan ser abalado pelo terremoto mais intenso das últimas duas décadas. O evento devastou dezenas de construções na parte leste da ilha, resultando em mais de 50 feridos e afetando algumas linhas de produção de semicondutores. Como a ilha estava preparada para tal tipo de incidente, problemas mais graves devem ser evitados.

· 05:09 — Eu bem que avisei para manter distância

O patrimônio do ex-presidente dos EUA e atual candidato republicano à presidência, Donald Trump, sofreu uma redução significativa de US$ 1 bilhão, em decorrência das quedas consecutivas nas ações do Trump Media & Technology Group (Nasdaq: DJT). Desde o pico alcançado em 27 de setembro, as ações despencaram mais de 20%, reduzindo o valor de mercado da empresa de mais de US$ 8 bilhões para abaixo de US$ 7 bilhões.

Este declínio parece ter margem para piorar. No ano de 2023, a receita da empresa foi de…

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