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Renda fixa: confira um CDB e uma LCI para investir nesta semana

Mais de R$ 4 bilhões em títulos públicos ‘premium’ serão pagos pelo TRF-SP em junho - veja como se tornar um beneficiário

Essa semana será marcada pela última decisão de juros do ano de diversas economias globais, incluindo Estados Unidos, Europa, Japão e Brasil.

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Ao contrário das demais localidades, o Japão tem ensaiado abandonar uma política ultra-expansionista, o que trouxe fôlego ao iene na semana passada. Na semana passada, as apostas de que o Banco do Japão (BoJ) aumentariam os juros ainda neste mês de dezembro saíram de praticamente zero para quase 45%. O gatilho desse grande movimento foi o discurso do BoJ Ryozo Himino na última quarta-feira (6) minimizando os efeitos negativos de um possível abandono da política de juros negativos da autoridade monetária. De acordo com Himino, o BoJ está avaliando “cuidadosamente a situação e consideraremos o momento e o procedimento para sair” das taxas negativas.

Na Europa, os índices de atividade têm mostrado uma forte desaceleração. Na Alemanha, o indicador de produção industrial de outubro, divulgado na última quinta-feira, caiu -0,4% m/m versus a expectativa de expansão de 0,2%, considerando os efeitos sazonais.

Consequentemente, o mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) inicie o ciclo de corte de juros antes do Federal Reserve (Fed), com cerca de 50% de chance de corte na reunião do dia 7 de março.

Nos EUA, a semana passada foi marcada pela divulgação de diversos dados do mercado de trabalho. Na quarta-feira (6), o índice ADP de novembro ficou abaixo das estimativas, com adição de 103 mil vagas no setor privado contra uma expectativa de 130 mil. Os efeitos das greves em setores como o automobilístico e de saúde poluíram as expectativas de mercado exacerbando a discrepância para o indicador publicado.

Por outro lado, na sexta-feira (8), o Payroll (mais importante dado de mercado de trabalho americano) ficou acima das expectativas (199 mil versus 185 mil) em novembro, reforçando que o mercado de trabalho americano se mantém sólido. O relatório de emprego mostrou uma grande concentração de vagas nos setores de saúde e no setor público, contudo, a média dos demais setores também teve alta significativa em relação aos últimos seis meses.

A taxa de desemprego caiu de 3,9% para 3,7% em novembro, também abaixo das estimativas de estabilidade em 3,9% dos analistas, evidenciando a força do mercado de trabalho. Ainda mais relevante, a média de ganhos por hora trabalhada cresceu 0,4% m/m, versus uma expectativa de alta de 0,3%.

A precificação de juros nos EUA hoje é bastante otimista (dovish), se comparado com o patamar imediatamente anterior à última reunião do Fed. Passamos de uma expectativa de dois cortes de 25 pontos-base(pbs) para quase cinco cortes até o final do próximo ano.

Temos falado sobre essa antecipação de corte de juros pelos mercados há algumas semanas. Esse movimento tem sido impulsionado por dados mais fracos de atividade, continuação da tendência de queda dos preços e algum sinal de arrefecimento do mercado de trabalho na margem. Além disso, a dinâmica do preço do petróleo, que tem se mantido abaixo de US$ 80/bbl, coloca em xeque a força da demanda para o ano que vem.

Apesar da notória melhora nos indicadores inflacionários, o trabalho do Fed ainda não parece ter chegado ao fim.

Nesta manhã, o CPI de novembro ficou levemente acima do esperado. O indicador expandiu 0,1% na comparação mensal, enquanto as estimativas apontavam para estabilidade (0%). A medida de núcleo (que exclui alimentos e energia) ficou em linha com as estimativas de 0,3% m/m, com preços mais altos de aluguéis e carros usados compensados por uma leitura mais benigna dos demais componentes. A média dos últimos três meses dessazonalizada do “super núcleo”, medida de núcleo de serviços que exclui preço de aluguéis, se mantem no patamar anualizado de 5,2%.

Após a divulgação do indicador, o mercado apagou parte da queda do dólar medido pelo índice DXY e reverteu o movimento de redução das taxas de juros que passaram a subir no início da tarde.

Por isso, ainda esperamos que o Fed mantenha uma postura mais dura (hawkish) do que o mercado tem antecipado na reunião de amanhã (13) e demonstre não ter pressa para iniciar o ciclo de corte de juros.

É possível que o comitê monetário retire a frase do comunicado que indica ainda estar analisando ser apropriado mais um aumento na taxa de juros, porém, esperamos que o presidente Jerome Powell, em entrevista pós decisão, reforce a mensagem de que “é prematuro concluir que alcançamos uma posição suficientemente restritiva”, como dito na primeira semana de dezembro.

No Brasil, o IPCA de novembro divulgado nesta manhã (12) ficou levemente abaixo das estimativas de mercado (0,28% versus 0,29%). 

Do lado mais benigno, o grupo de cuidados pessoais (especialmente perfume) mostrou efeito baixista dos descontos da Black Friday, assim como roupas, calçados e o grupo de bens industriais. Vale ainda destacar a inflação abaixo do esperado do segmento de alimentação no domicílio.

Por outro lado, houve aceleração do grupo de administrados com alta de energia elétrica e deflação menor da gasolina. A composição do índice também mostrou leve aceleração do núcleo de serviços.

Em suma, o indicador de preços de novembro não deve mudar a postura do Banco Central para a reunião desta quarta-feira (13). Continuamos esperando uma redução de 50 pbs na Selic com a continuação de novas reduções de mesma magnitude nas próximas reuniões.

Confira o cardápio de títulos de renda fixa recomendados nesta semana 

Características da LCI IPCA+ do Banco Inter
Classificação de risco da instituição Standard and Poor’s: A
Público-alvo Investidores em geral
Onde encontrar BTG Pactual
Aplicação mínima R$ 5 mil
Aplicação máxima
Liquidação D+0
Vencimento (prazo) 16/12/2026 (1100 dias corridos)
Rentabilidade anual IPCA+ 4,82%
Tributação Isento
Pagamento de juros No vencimento
Resgate No vencimento
Garantias Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação 15h

A taxa líquida da LCI do Banco Inter é equivalente a uma taxa bruta de IPCA+ 6,4% ao ano.

Características do CDB IPCA+ do Banco Daycoval
Classificação de risco da instituição Fitch: brAA
Público-alvo Investidores em geral
Onde encontrar Banco Daycoval
Aplicação mínima R$ 1 mil
Aplicação máxima
Liquidação D+0
Vencimento (prazo) 15/12/2026 (1099 dias corridos)
Rentabilidade anual 5,79%
Tributação 15%
Pagamento de juros No vencimento
Resgate No vencimento
Garantias Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Horário limite de aplicação 14h

Para a sua reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar no curtíssimo prazo, recomendamos apenas o Tesouro Selic, disponível na plataforma do Tesouro Direto, ou fundos DI taxa zero.

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